Ide também vós… - 25º Domingo do Tempo Comum

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I Leitura: Is55, 6-9

6Buscai o Senhor, enquanto pode ser achado; invocai-o, enquanto ele está perto.
7Abandone o ímpio seu caminho, e o homem injusto, suas maquinações; volte para o Senhor, que terá piedade dele, volte para nosso Deus, que é generoso no perdão.
8Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos, e vossos caminhos não são como os meus caminhos, diz o Senhor.
9Estão meus caminhos tão acima dos vossos caminhos e meus pensamentos acima dos vossos pensamentos, quanto está o céu acima da terra.

Salmo responsorial (Sl 144)

— O Senhor está perto da pessoa que o invoca!
— Todos os dias haverei de bendizer-vos,/ hei de louvar o vosso nome para sempre./ Grande é o Senhor e muito digno de louvores,/ e ninguém pode medir sua grandeza.
— O Senhor está perto da pessoa que o invoca!
— Misericórdia e piedade é o Senhor,/ ele é amor, é paciência, é compaixão./ O Senhor é muito bom para com todos,/ sua ternura abraça toda criatura.
— É justo o Senhor em seus caminhos,/ é santo em toda obra que ele faz./ Ele está perto da pessoa que o invoca,/ de todo aquele que o invoca lealmente.

II Leitura: Fl 1, 20c-24.27a)

Irmãos: 20cCristo vai ser glorificado no meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte. 21Pois, para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro.
22Entretanto, se o viver na carne significa que meu trabalho será frutuoso, neste caso, não sei o que escolher.
23Sinto-me atraído para os dois lados: tenho o desejo de partir, para estar com Cristo — o que para mim seria de longe o melhor — 24mas para vós é mais necessário que eu continue minha vida neste mundo.
27ª Só uma coisa importa: vivei à altura do Evangelho de Cristo.

EVANGELHO: Mt 20, 1-16a

Naquele tempo, Jesus contou esta parábola a seus discípulos: 1“O Reino dos Céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. 2Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha.
3Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo, viu outros que estavam na praça, desocupados, 4e lhes disse: ‘Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo’. 5E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três da tarde, e fez a mesma coisa.
6Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse: ‘Por que estais aí o dia inteiro desocupados?’ 7Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou’. O patrão lhes disse: ‘Ide vós também para a minha vinha’.
8Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os primeiros!’
9Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde e cada um recebeu uma moeda de prata. 10Em seguida vieram os que foram contratados primeiro, e pensavam que iam receber mais. Porém, cada um deles também recebeu uma moeda de prata.
11Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: 12‘Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro’.
13Então o patrão disse a um deles: ‘Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? 14Toma o que é teu e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. 15Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?’
16ª Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”.

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Vem aqui alguns pensamentos do Papa João Paulo II

(retiredos da Exortação Apostólica “Chistifideles laici”,

sobre a vocação e a missão dos leigos na Igreja e no mundo).

Vamos refletir sobre a nossa postura diante dos desafios de hoje,

vamos buscar a maneira melhor de responder ao convite do Senhor.

 

A parábola do Evangelho abre aos nossos olhos a imensa vinha do Senhor e a multidão de pessoas, homens e mulheres, que Ele chama e envia para trabalhar nela. A vinha é o mundo inteiro (cf. Mt 13, 8), que deve ser transformado segundo o plano de Deus em ordem ao advento definitivo do Reino de Deus.

« Ao sair pelas nove horas da manhã, viu outros, que estavam ociosos, e disse-lhes: “Ide vós também para a minha vinha» » (Mt 20, 3-4).

O convite do Senhor Jesus « Ide vós também para a minha vinha » continua, desde esse longínquo dia, a fazer-se sentir ao longo da história: dirige-se a todo o homem que vem a este mundo.

 Ide vós também. A chamada não diz respeito apenas aos Pastores, aos sacerdotes, aos religiosos e religiosas, mas estende-se aos fiéis leigos: também os fiéis leigos são pessoalmente chamados pelo Senhor, de quem recebem uma missão para a Igreja e para o mundo. Lembra-o S. Gregório Magno que, ao pregar ao povo, comentava assim a parábola dos trabalhadores da vinha: « Considerai o vosso modo de viver, caríssimos irmãos, e vede se já sois trabalhadores do Senhor. Cada qual avalie o que faz e veja se trabalha na vinha do Senhor ».Novas situações, tanto eclesiais como sociais, econômicas, políticas e culturais, reclamam hoje, com uma força toda particular, a ação dos fiéis leigos. Se o desinteresse foi sempre inaceitável, o tempo presente torna-o ainda mais culpável. Não é lícito a ninguém ficar inativo.

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 LEIA O TEXTO NA ÌNTEGRA AQUI



14 de setembro - Exaltação da Santa Cruz

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I LEITURA (Números 21, 4b-9)

Naqueles dias, 4os filhos de Israel partiram do monte Hor, pelo caminho que leva ao mar Vermelho, para contornarem o país de Edom. Durante a viagem o povo começou a impacientar-se, 5e se pôs a falar contra Deus e contra Moisés, dizendo: “Por que nos fizestes sair do Egito para morrermos no deserto? Não há pão, falta água, e já estamos com nojo desse alimento miserável”.
6Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas, que os mordiam; e morreu muita gente em Israel. 7O povo foi ter com Moisés e disse: “Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes”.
Moisés intercedeu pelo povo, 8e o Senhor respondeu: “Faze uma serpente de bronze e coloca-a como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela viverá”.
9Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e colocou-a como sinal sobre uma haste. Quando alguém era mordido por uma serpente, e olhava para a serpente de bronze, ficava curado.

SALMO 77

 — Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças!
— Escuta, ó meu povo, a minha Lei,/ ouve atento as palavras que eu te digo;/ abrirei a minha boca em parábolas,/ os mistérios do passado lembrarei.
— Quando os feria, eles então o procuravam,/ convertiam-se correndo para ele;/ recordavam que o Senhor é sua rocha/ e que Deus, seu Redentor, é o Deus Altíssimo.
— Mas apenas o honravam com seus lábios/ e mentiam ao Senhor com suas línguas;/ seus corações enganadores eram falsos/ e, in­fiéis, eles rompiam a Aliança.
— Mas o Senhor, sempre benigno e compassivo,/ não os matava e perdoava seu pecado;/ quantas vezes dominou a sua ira/ e não deu largas à vazão de seu furor.itura (Filipenses 2,6-11)

II LEITURA (Filipenses 2, 6-11)

6Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome.
10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor” — para a glória de Deus Pai.

EVANGELHO (JOÃO 3,13-17)

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 13“Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna.
16Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”.

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COMENTÁRIO

Tem Jesus muitos que amam seu reino celeste, poucos que carreguem a sua cruz; muitos desejam as suas consolações, poucos, os seus sofrimentos; muitos são os companheiros de sua mesa, poucos, de sua abstinência. Todos almejam gozar com Ele, poucos querem sofrer algo por seu amor. Muitos acompanham Jesus até ao partir do pão, poucos até ao beber do cálice de sua paixão. Muitos admiram os seus milagres, poucos abraçam a ignomínia da cruz. Muitos amam a Jesus enquanto não lhes bate à porta a adversidade; louvam-no e bendizem-no enquanto dele recebem consolações. Se Jesus, porém, se esconde ou deles se afasta por algum tempo entram logo a queixar-se e a cair em excessivo desalento.

A muitos parece dura esta linguagem: “Nega a ti mesmo, toma a tua cruz e segue a Jesus” (Lc 9, 23). Muito mais dura, porém, será ouvir aquela última sentença: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno” (Mt 25, 41). Os que agora ouvem e seguem de boa vontade a palavra da Cruz, não hão de temer um dia a da condenação eterna. “Este sinal da Cruz aparecerá no Céu quando o Senhor vier a julgar” (Mt 24, 30). Todos os discípulos da Cruz que conformaram a sua vida com a de Jesus crucificado com grande confiança aproximar-se-ão de Cristo juiz.

 Por que temer, pois, tomar a Cruz pela qual se vai ao reino do céu? Na Cruz está a salvação, na Cruz a vida, na Cruz a proteção contra os inimigos. Na Cruz, a fonte das suavidades celestiais, na Cruz a fortaleza da alma, na Cruz a alegria do espírito, na Cruz a consumação da virtude, na Cruz a perfeição da santidade. Não há salvação para a alma nem esperança de vida eterna senão na Cruz. Toma, pois, a tua Cruz, segue a Jesus e chegarás à vida eterna. Ele te precedeu carregando a sua Cruz e na Cruz morreu por ti, para que tu também carregues a tua Cruz e na Cruz desejes morrer. Porque se com Ele morreres, com Ele viverás e se Lhe fores companheiro no sofrimento, sê-lo-ás também na glória.

Tudo, pois, se encerra na Cruz e se resume em morrer nela. E não há outro caminho que leve à vida e à verdadeira paz interior senão o caminho da santa Cruz e da mortificação cotidiana. Anda por onde quiseres, procura quanto quiseres, não encontrarás caminho mais sublime acima do caminho da santa Cruz, nem abaixo dele, caminho mais seguro. Dispõe e ordena todas as coisas conforme o teu gosto e parecer, e verás que sempre, queiras ou não, hás de padecer alguma coisa, e assim sempre encontrarás a Cruz; porque ou hás de sofrer dores no corpo ou tribulações na alma.

 

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Da obra “Imitação de Cristo” de (trechos do Livro II: Instruções para a vida interior, capítulo XI: “Do pequeno número dos que amam a cruz de Cristo ” e Capítulo XII: “Da estrada real da Santa Cruz “; Tradução Padre Leonel Franca, SJ). O TEXTO COMPLETO VOCÊ ENCONTRA AQUI



Expediente Paroquial

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Santas Missas

Matriz: segundas, terças, e quintas-feiras: 18:30h; sextas-feiras, 7:00h; sábados, 17:00h; domingos, 7:00 e 18:00h.
Capela São Luiz, Caju: domingos, 10:00h
Capela São Pedro, Quinta do Caju: sextas-feiras, 17:00h
Capela São Sebastião, Parque São Sebastião: domingos, 11:00h
Capela N. S. Conquistadora, Parque da Conquista: sábados 19:00h
Capela N. S. Aparecida, Parque Boa Esperança: domingos 10:00h
Capela Imaculada Conceição, Parque da Alegria: quartas feiras, 17:00h
Capela N. S. dos Pobres, Vasco da Gama: domingos e quartas-feiras, 18:30h

Secretaria Paroquial (Matriz): de segunda-feira a sábado, de 8:00 às 12:00h e de 14:00 às 18:00h.

Batismo de Crianças menores de 6 anos: no quarto sábado do mês, ás 10:00h; nos três primeiros sábados de caeda mês, às 9:00h, três reuniões de preparação, indispensáveis.

Confissões: antes ou depois das Santas Missas, em todas as Capelas.

Catequese: inscrever as crianças e adolescentes aos sábados, às 9:00h.

Catequese de Adultos: domingos, às 8:30h, na Matriz.



Assembléia Paroquial

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Dia 25 de Outubro de 2008

 

Grande Assembléia Paroquial

 

Todas as Comunidades e todas as Pastorais e Movimentos presentes em nossa Paróquia são chamados a participar. O objetivo da Assembléia é planejar o ano de 2009, harmonizando as atividades nas diversas comunidades, para que não haja muitos eventos nos mesmos dias e outros dias sem programação. E estimular a colaboração mútua entre as comunidades da Paróquia.

 

Daqui até lá iremos dando, neste post, informações mais detalhadas sobre a nossa Assembléia Paroquial



Renovação Carismática Católica

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A Paróquia Santo André conta com vários Grupos de Oração da Renovação Carismática Católica.

Domingos - 18:00h
Grupo Veritas - Capela N. S. Conquistadora - Parque da Conquista

Segundas-feiras - 19:30h
Grupo Pai Nosso - Capela de São Pedro - Quinta do Caju

Terças-feiras - 19:00h
Grupo Tobit - Capela N. S. dos Pobres - Vasco da Gama

Quartas-feiras - 19:00h
Grupo Filhos de Maria - Cruzada Social de São Pedro do Caju
Rua Carlos Seidl, 659 - Caju - Tel.: 25807534

Quintas-feiras -19:30h
Grupo Kenose - Matriz



21.º Domingo Comum

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Neste domingo, a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora substitui o 20.º Domingo do Tempo Comum.

Primeira Leitura: Apocalipse 11,19-12,10

19. Abriu-se o templo de Deus no céu e apareceu, no seu templo, a arca do seu testamento. Houve relâmpagos, vozes, trovões, terremotos e forte saraiva.

1. Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas.

2. Estava grávida e gritava de dores, sentindo as angústias de dar à luz.

3. Depois apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão vermelho, com sete cabeças e dez chifres, e nas cabeças sete coroas.

4. Varria com sua cauda uma terça parte das estrelas do céu, e as atirou à terra. Esse Dragão deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de que, quando ela desse à luz, lhe devorasse o filho.

5. Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono.

6. A Mulher fugiu então para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um retiro para aí ser sustentada por mil duzentos e sessenta dias.

7. Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travaram combate,

8. mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles.

9. Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele os seus anjos.

10. Eu ouvi no céu uma voz forte que dizia: Agora chegou a salvação, o poder e a realeza de nosso Deus, assim como a autoridade de seu Cristo, porque foi precipitado o acusador de nossos irmãos, que os acusava, dia e noite, diante do nosso Deus.

 

Salmo 44

10. Filhas de reis formam vosso cortejo; posta-se à vossa direita a rainha, ornada de ouro de Ofir.

11. Ouve, filha, vê e presta atenção: esquece o teu povo e a casa de teu pai.

12. De tua beleza se encantará o rei; ele é teu senhor, rende-lhe homenagens.

16. Levadas entre alegrias e júbilos, ingressam no palácio real.

 

Segunda Leitura: Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, 15,20-27

20. Mas não! Cristo ressuscitou dentre os mortos, como primícias dos que morreram!

21. Com efeito, se por um homem veio a morte, por um homem vem a ressurreição dos mortos.

22. Assim como em Adão todos morrem, assim em Cristo todos reviverão.

23. Cada qual, porém, em sua ordem: como primícias, Cristo; em seguida, os que forem de Cristo, na ocasião de sua vinda.

24. Depois, virá o fim, quando entregar o Reino a Deus, ao Pai, depois de haver destruído todo principado, toda potestade e toda dominação.

25. Porque é necessário que ele reine, até que ponha todos os inimigos debaixo de seus pés.

26. O último inimigo a derrotar será a morte, porque Deus sujeitou tudo debaixo dos seus pés.

27. Mas, quando ele disser que tudo lhe está sujeito, claro é que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas.

 

Evangelho: Lc 1,39-56

39. Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá.

40. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.

41. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.

42. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.

43. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?

44. Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio.

45. Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!

46. E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor,

47. meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador,

48. porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações,

49. porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.

50. Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem.

51. Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos.

52. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes.

53. Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos.

54. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia,

55. conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre.

56. Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois voltou para casa.

 

Reflexão

O sinal mais forte da presença de Deus no meio do povo de Israel e o objeto mais precioso de Israel, no Antigo Testamento, era a Arca da Aliança, uma pequena caixa de madeira de acácia, revestida de ouro, de uns 70×35×35 cm de dimensão. A tampa dessa arca era chamada de propiciatório e tinha dois querubins de ouro, voltados um para o outro de rosto voltado para a caixa e asas para cima (cf. Ex 25,18-20; 37,7-9). Estes querubins e a arca marcavam a presença de Deus orientando os caminhos de Israel (cf. Ex 25,22; Nm 7,89; 1Sm 4,4; 2Sm 6,2). Esta arca continha o documento da Aliança, que eram as taboas de pedra com a inscrição dos Dez Mandamentos dados por Deus a Moisés no Monte Sinai, a vara de Aarão, que havia florescido, identificando o sacerdote escolhido por Deus (cf. Ex 7,12; Nm 17,23.25), e alguns exemplares do maná (Ex 16,31-35), alimento com o qual Deus alimentou o povo de Israel na caminhada rumo à terra prometida.

A primeira leitura, de Ap 12, e o Evangelho da Visitação querem nos mostrar que Maria Santíssima é a Arca da Nova Aliança, estabelecida por Jesus Cristo, com o seu sacrifício no Calvário. Assim, no Apocalipse, logo após a visão da Arca da Aliança do Antigo Testamento aparece a Mulher que dá à luz “um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro”. Por esta expressão, podemos ter a certeza que a mulher “revestida de sol” é a Mãe de Jesus. Tal expressão só aparece na Bíblia em uma passagem do Antigo Testamento (Sl 2,9) e três vezes no Apocalipse (Ap 2,27; 12,5; 19,15). No Salmo 2, se diz: “Sou eu, diz, quem me sagrei um rei em Sião, minha montanha santa. Vou publicar o decreto do Senhor. Disse-me o Senhor: Tu és meu filho, eu hoje te gerei. Pede-me; dar-te-ei por herança todas as nações; tu possuirás os confins do mundo.  Tu as governarás com cetro de ferro, tu as pulverizarás como um vaso de argila” (Sl 2,6-9). Se quem governa as nações com cetro de ferro é o Filho, gerado pelo Pai, a Mulher que o gera só pode ser Maria Santíssima (cf. Ap 12,5). As passagens do Apocalipse também todas se referem a Jesus Cristo, o Filho de Deus.

Maria Santíssima é a Arca da Nova Aliança porque essa Aliança é selada pelo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo dado aos homens como alimento de doação e por meio do qual é dado o Espírito Santo (cf. Jo 19,34). O Corpo de Jesus Cristo tem sua primeira morada no ventre puríssimo da Virgem Maria. Assim como as táboas da Lei eram o sinal do pentecostes judaico, o Espírito Santo, sinal do pentecostes cristão é dado pela doação do Corpo de Jesus Cristo, e este saiu de Maria (cf. Jo 16,7); Jesus é também o sacerdote da Nova Aliança (Hb 4,14; 5,6.10), oferecendo o seu Corpo (Hb 7,27; 9,25) e substitui assim a vara de Aarão. E Jesus Se dá em alimento para a nossa caminhada para a terra prometida, instituindo a Eucaristia, sendo, por isso o novo maná. Então Maria, na qual o Pai, por meio do Espírito Santo, gerou a natureza humana de seu Filho Divino, é a Arca da Nova Aliança, sinal da presença de Deus no meio do seu povo cristão. A mulher do Apocalipse é também a Igreja (cf. Ap 12,6), da qual Maria participa como ícone e símbolo máximo, Esposa do Senhor. Este tema dos esponsais de Maria com Deus é representado pelo trecho do salmo 44. Maria é a Esposa do Senhor porque é na humanidade inteira a única pessoa que nunca colocou resistência aos planos de Deus.  É a única sem pecado, a única Imaculada. E isto coincide com a sua prerrogativa de “cheia de graça” (cf. Lc 1,28: kekaritomene = cheia de graça). Isto significa que em Maria tudo é graça de Deus e permanece graça de Deus. A humildade de Maria, a “pobre em espírito” (cf. Mt 5,3; Lc 1,48) por excelência, está em não se apossar de si mesma e de seus dons, deixando-os sempre em total disponibilidade para Deus. O pecado se caracteriza pela pessoa se apossar dos dons de Deus, assumindo poder sobre eles e rejeitando o poder de Deus. Deus é Amor que une e realiza comunhão de vida. Com o pecado, a pessoa humana rejeita Deus, quer ter ela mesma o poder e impede a comunhão que Deus quer estabelecer. Maria é a Esposa porque não coloca resistência. É sempre a “cheia de graça”.

Também o Evangelho da Visitação, que lemos neste dia santo nos mostra que Maria é a Arca da Nova Aliança. O texto da Visitação, escrito por São Lucas, nos remete para 2Sm 6,1-12. vemos aí uma série de paralelismos entre as duas passagens. Oza toca a Arca de Deus e morre (2Sm 6,6-7); Maria é a sempre Virgem, que nenhum homem pôde tocar. Davi diz: “Como entrará a arca do Senhor em minha casa?” (2 Sm 6,9); Isabel diz: “Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?” (Lc 1,43). A arca da aliança antiga fica na casa de Obed-Edom. Obed-Edom significa “servo de Edom”. Maria se identifica como a “serva do Senhor” (Lc 1, 38.48), ou seja Obed-Adon. A arca antiga ficou três meses na casa de Obed-Edom; Maria fica três meses na casa de Isabel. Com tantas “coincidências”, fica claro que Lucas tinha em mente 2Sm 6,1-12 e quis mostrar Maria como a Arca da Nova Aliança.

A festa de hoje refere-se à Assunção de Maria ao céu, dogma definido a 1.° de novembro de 1950, pelo Papa Pio XII, sobre uma doutrina na qual os fiéis já acreditavam há muitos séculos. A segunda leitura, referindo-se à ressurreição dos fiéis, celebra que Maria já está em corpo e alma na glória de Deus, antecipando a glória reservada a todos os eleitos e enchendo os fiéis de esperança. Deus não quis que se corrompesse a Arca da Nova Aliança, a Mãe de Seu Filho, a única criatura humana que jamais resistiu à Sua graça.



Assunção de Nossa Senhora

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Neste domingo, a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora substitui o 20.º Domingo do Tempo Comum.

Primeira Leitura: Apocalipse 11,19-12,10

19. Abriu-se o templo de Deus no céu e apareceu, no seu templo, a arca do seu testamento. Houve relâmpagos, vozes, trovões, terremotos e forte saraiva.

1. Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas.

2. Estava grávida e gritava de dores, sentindo as angústias de dar à luz.

3. Depois apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão vermelho, com sete cabeças e dez chifres, e nas cabeças sete coroas.

4. Varria com sua cauda uma terça parte das estrelas do céu, e as atirou à terra. Esse Dragão deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de que, quando ela desse à luz, lhe devorasse o filho.

5. Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono.

6. A Mulher fugiu então para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um retiro para aí ser sustentada por mil duzentos e sessenta dias.

7. Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travaram combate,

8. mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles.

9. Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele os seus anjos.

10. Eu ouvi no céu uma voz forte que dizia: Agora chegou a salvação, o poder e a realeza de nosso Deus, assim como a autoridade de seu Cristo, porque foi precipitado o acusador de nossos irmãos, que os acusava, dia e noite, diante do nosso Deus.

 

Salmo 44

10. Filhas de reis formam vosso cortejo; posta-se à vossa direita a rainha, ornada de ouro de Ofir.

11. Ouve, filha, vê e presta atenção: esquece o teu povo e a casa de teu pai.

12. De tua beleza se encantará o rei; ele é teu senhor, rende-lhe homenagens.

16. Levadas entre alegrias e júbilos, ingressam no palácio real.

 

Segunda Leitura: Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, 15,20-27

20. Mas não! Cristo ressuscitou dentre os mortos, como primícias dos que morreram!

21. Com efeito, se por um homem veio a morte, por um homem vem a ressurreição dos mortos.

22. Assim como em Adão todos morrem, assim em Cristo todos reviverão.

23. Cada qual, porém, em sua ordem: como primícias, Cristo; em seguida, os que forem de Cristo, na ocasião de sua vinda.

24. Depois, virá o fim, quando entregar o Reino a Deus, ao Pai, depois de haver destruído todo principado, toda potestade e toda dominação.

25. Porque é necessário que ele reine, até que ponha todos os inimigos debaixo de seus pés.

26. O último inimigo a derrotar será a morte, porque Deus sujeitou tudo debaixo dos seus pés.

27. Mas, quando ele disser que tudo lhe está sujeito, claro é que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas.

 

Evangelho: Lc 1,39-56

39. Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá.

40. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.

41. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.

42. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.

43. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?

44. Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio.

45. Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!

46. E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor,

47. meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador,

48. porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações,

49. porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.

50. Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem.

51. Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos.

52. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes.

53. Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos.

54. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia,

55. conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre.

56. Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois voltou para casa.

 

Reflexão

O sinal mais forte da presença de Deus no meio do povo de Israel e o objeto mais precioso de Israel, no Antigo Testamento, era a Arca da Aliança, uma pequena caixa de madeira de acácia, revestida de ouro, de uns 70×35×35 cm de dimensão. A tampa dessa arca era chamada de propiciatório e tinha dois querubins de ouro, voltados um para o outro de rosto voltado para a caixa e asas para cima (cf. Ex 25,18-20; 37,7-9). Estes querubins e a arca marcavam a presença de Deus orientando os caminhos de Israel (cf. Ex 25,22; Nm 7,89; 1Sm 4,4; 2Sm 6,2). Esta arca continha o documento da Aliança, que eram as taboas de pedra com a inscrição dos Dez Mandamentos dados por Deus a Moisés no Monte Sinai, a vara de Aarão, que havia florescido, identificando o sacerdote escolhido por Deus (cf. Ex 7,12; Nm 17,23.25), e alguns exemplares do maná (Ex 16,31-35), alimento com o qual Deus alimentou o povo de Israel na caminhada rumo à terra prometida.

A primeira leitura, de Ap 12, e o Evangelho da Visitação querem nos mostrar que Maria Santíssima é a Arca da Nova Aliança, estabelecida por Jesus Cristo, com o seu sacrifício no Calvário. Assim, no Apocalipse, logo após a visão da Arca da Aliança do Antigo Testamento aparece a Mulher que dá à luz “um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro”. Por esta expressão, podemos ter a certeza que a mulher “revestida de sol” é a Mãe de Jesus. Tal expressão só aparece na Bíblia em uma passagem do Antigo Testamento (Sl 2,9) e três vezes no Apocalipse (Ap 2,27; 12,5; 19,15). No Salmo 2, se diz: “Sou eu, diz, quem me sagrei um rei em Sião, minha montanha santa. Vou publicar o decreto do Senhor. Disse-me o Senhor: Tu és meu filho, eu hoje te gerei. Pede-me; dar-te-ei por herança todas as nações; tu possuirás os confins do mundo.  Tu as governarás com cetro de ferro, tu as pulverizarás como um vaso de argila” (Sl 2,6-9). Se quem governa as nações com cetro de ferro é o Filho, gerado pelo Pai, a Mulher que o gera só pode ser Maria Santíssima (cf. Ap 12,5). As passagens do Apocalipse também todas se referem a Jesus Cristo, o Filho de Deus.

Maria Santíssima é a Arca da Nova Aliança porque essa Aliança é selada pelo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo dado aos homens como alimento de doação e por meio do qual é dado o Espírito Santo (cf. Jo 19,34). O Corpo de Jesus Cristo tem sua primeira morada no ventre puríssimo da Virgem Maria. Assim como as táboas da Lei eram o sinal do pentecostes judaico, o Espírito Santo, sinal do pentecostes cristão é dado pela doação do Corpo de Jesus Cristo, e este saiu de Maria (cf. Jo 16,7); Jesus é também o sacerdote da Nova Aliança (Hb 4,14; 5,6.10), oferecendo o seu Corpo (Hb 7,27; 9,25) e substitui assim a vara de Aarão. E Jesus Se dá em alimento para a nossa caminhada para a terra prometida, instituindo a Eucaristia, sendo, por isso o novo maná. Então Maria, na qual o Pai, por meio do Espírito Santo, gerou a natureza humana de seu Filho Divino, é a Arca da Nova Aliança, sinal da presença de Deus no meio do seu povo cristão. A mulher do Apocalipse é também a Igreja (cf. Ap 12,6), da qual Maria participa como ícone e símbolo máximo, Esposa do Senhor. Este tema dos esponsais de Maria com Deus é representado pelo trecho do salmo 44. Maria é a Esposa do Senhor porque é na humanidade inteira a única pessoa que nunca colocou resistência aos planos de Deus.  É a única sem pecado, a única Imaculada. E isto coincide com a sua prerrogativa de “cheia de graça” (cf. Lc 1,28: kekaritomene = cheia de graça). Isto significa que em Maria tudo é graça de Deus e permanece graça de Deus. A humildade de Maria, a “pobre em espírito” (cf. Mt 5,3; Lc 1,48) por excelência, está em não se apossar de si mesma e de seus dons, deixando-os sempre em total disponibilidade para Deus. O pecado se caracteriza pela pessoa se apossar dos dons de Deus, assumindo poder sobre eles e rejeitando o poder de Deus. Deus é Amor que une e realiza comunhão de vida. Com o pecado, a pessoa humana rejeita Deus, quer ter ela mesma o poder e impede a comunhão que Deus quer estabelecer. Maria é a Esposa porque não coloca resistência. É sempre a “cheia de graça”.

Também o Evangelho da Visitação, que lemos neste dia santo nos mostra que Maria é a Arca da Nova Aliança. O texto da Visitação, escrito por São Lucas, nos remete para 2Sm 6,1-12. vemos aí uma série de paralelismos entre as duas passagens. Oza toca a Arca de Deus e morre (2Sm 6,6-7); Maria é a sempre Virgem, que nenhum homem pôde tocar. Davi diz: “Como entrará a arca do Senhor em minha casa?” (2 Sm 6,9); Isabel diz: “Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?” (Lc 1,43). A arca da aliança antiga fica na casa de Obed-Edom. Obed-Edom significa “servo de Edom”. Maria se identifica como a “serva do Senhor” (Lc 1, 38.48), ou seja Obed-Adon. A arca antiga ficou três meses na casa de Obed-Edom; Maria fica três meses na casa de Isabel. Com tantas “coincidências”, fica claro que Lucas tinha em mente 2Sm 6,1-12 e quis mostrar Maria como a Arca da Nova Aliança.

A festa de hoje refere-se à Assunção de Maria ao céu, dogma definido a 1.° de novembro de 1950, pelo Papa Pio XII, sobre uma doutrina na qual os fiéis já acreditavam há muitos séculos. A segunda leitura, referindo-se à ressurreição dos fiéis, celebra que Maria já está em corpo e alma na glória de Deus, antecipando a glória reservada a todos os eleitos e enchendo os fiéis de esperança. Deus não quis que se corrompesse a Arca da Nova Aliança, a Mãe de Seu Filho, a única criatura humana que jamais resistiu à Sua graça.



19.º Domingo Comum

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Primeira Leitura: Primeiro Livro dos Reis 19,9ª.11-13ª

9. Chegando ali, passou a noite numa caverna. Então a palavra do Senhor foi-lhe dirigida: Que fazes aqui, Elias?

10. Ele respondeu: Estou devorado de zelo pelo Senhor, o Deus dos exércitos. Porque os israelitas abandonaram a vossa aliança, derrubaram os vossos altares e passaram os vossos profetas ao fio da espada. Só eu fiquei, e querem tirar-me a vida.

11. O Senhor disse-lhe: Sai e conserva-te em cima do monte na presença do Senhor: ele vai passar. Nesse momento passou diante do Senhor um vento impetuoso e violento, que fendia as montanhas e quebrava os rochedos; mas o Senhor não estava naquele vento. Depois do vento, a terra tremeu; mas o Senhor não estava no tremor de terra.

12. Passado o tremor de terra, acendeu-se um fogo; mas o Senhor não estava no fogo. Depois do fogo ouviu-se o murmúrio de uma brisa ligeira.

13. Tendo Elias ouvido isso, cobriu o rosto com o manto, saiu e pôs-se à entrada da caverna.

 

Salmo 84

1. Ao mestre de canto. Salmo dos filhos de Coré.

2. Fostes propício, Senhor, à vossa terra; restabelecestes a sorte de Jacó.

3. A iniqüidade de vosso povo perdoastes, foram por vós cobertos seus pecados.

4. Aplacastes toda a vossa cólera, refreastes o furor de vossa ira.

5. Restaurai-nos, ó Deus, nosso salvador, ponde termo à indignação que tínheis contra nós.

6. Acaso será eterna contra nós a vossa cólera? Estendereis vossa ira sobre todas as gerações?

7. Não nos restituireis a vida, para que vosso povo se rejubile em vós?

8. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia, e dai-nos a vossa salvação.

9. Escutarei o que diz o Senhor Deus, porque ele diz palavras de paz ao seu povo, para seus fiéis, e àqueles cujos corações se voltam para ele.

10. Sim, sua salvação está bem perto dos que o temem, de sorte que sua glória retornará à nossa terra.

11. A bondade e a fidelidade outra vez se irão unir, a justiça e a paz de novo se darão as mãos.

12. A verdade brotará da terra, e a justiça olhará do alto do céu.

13. Enfim, o Senhor nos dará seus benefícios, e nossa terra produzirá seu fruto.

14. A justiça caminhará diante dele, e a felicidade lhe seguirá os passos.

 

Segunda Leitura: Carta aos Romanos 9,1-5

1. Digo a verdade em Jesus Cristo, não minto; a minha consciência me dá testemunho pelo Espírito Santo:

2. sinto grande pesar, incessante amargura no coração.

3. Porque eu mesmo desejaria ser reprovado, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, que são do mesmo sangue que eu, segundo a carne.

4. Eles são os israelitas; a eles foram dadas a adoção, a glória, as alianças, a lei, o culto, as promessas

5. e os patriarcas; deles descende Cristo, segundo a carne, o qual é, sobre todas as coisas, Deus bendito para sempre. Amém.

 

Evangelho: Mt 14,22-33

22. Logo depois, Jesus obrigou seus discípulos a entrar na barca e a passar antes dele para a outra margem, enquanto ele despedia a multidão.

23. Feito isso, subiu à montanha para orar na solidão. E, chegando a noite, estava lá sozinho.

24. Entretanto, já a boa distância da margem, a barca era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário.

25. Pela quarta vigília da noite, Jesus veio a eles, caminhando sobre o mar.

26. Quando os discípulos o perceberam caminhando sobre as águas, ficaram com medo: É um fantasma! disseram eles, soltando gritos de terror.

27. Mas Jesus logo lhes disse: Tranqüilizai-vos, sou eu. Não tenhais medo!

28. Pedro tomou a palavra e falou: Senhor, se és tu, manda-me ir sobre as águas até junto de ti!

29. Ele disse-lhe: Vem! Pedro saiu da barca e caminhava sobre as águas ao encontro de Jesus.

30. Mas, redobrando a violência do vento, teve medo e, começando a afundar, gritou: Senhor, salva-me!

31. No mesmo instante, Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e lhe disse: Homem de pouca fé, por que duvidaste?

32. Apenas tinham subido para a barca, o vento cessou.

33. Então aqueles que estavam na barca prostraram-se diante dele e disseram: Tu és verdadeiramente o Filho de Deus.

 

Reflexão

A Palavra de Deus neste domingo quer nos ensinar os sentimentos justos que devemos ter na relação pessoal com Deus. Esses sentimentos, na prática, são às vezes de confiança, às vezes de medo. Confiar em Deus não é sempre a mesma coisa. Uns pensam que confiam em Deus pois esperam que Deus faça as suas vontades. Estes também nem sempre fazem a vontade de Deus. O mais justo é confiar em Deus quando Deus faz a vontade d’Ele e nós também. Confiar só em Deus, sem se apoiar nas criaturas, como o Evangelho ensina a fazer, coloca medo nas pessoas, nas situações concretas e muitas vezes aflitivas da vida. Estender a mão a quem já me agrediu ou humilhou, perdoar o mau, é, aos nossos olhos, algo muito perigoso. Então a vida cristã, vida que se apóia em Deus e não no nosso controle sobre as situações, pode ser comparado a um “caminhar sobre as águas”. O fundamento que nos apóia, Deus, não está sob nosso controle e parece, pela nossa pouca fé, tão pouco sólido como a água sob os pés. Uma pessoa que vive assim parece aos olhos de muitos uma doida, uma maluca. São João Bosco, em sua adolescência e juventude aprendeu a andar sobre a corda bamba para atrair os outros jovens para a oração e o catecismo. Mais tarde, quando já padre, metia-se em projetos grandes, que causavam dívidas enormes, para cristianizar, sustentar e profissionalizar muitos adolescentes pobres. De outra forma, continuou sempre a “andar na corda bamba”, sempre confiado em Deus. Por isso também foi tido como doido e visionário por muitas pessoas. Hoje em dia, até um casal que tem o terceiro ou quarto filho já é classificado como doido, por muitas pessoas, tal é insegurança e o egoísmo em que vivemos. Outros não renunciam a nenhum prazer pessoal para honrar e cultuar a Deus, mas continuam a pedir bênçãos a Deus. Esse Deus que parece tão inconsistente para apoiar-nos inteiramente n’Ele, apareceu para os discípulos e estes acharam que era um fantasma. Jesus, que foi assim identificado, responde: - “Tranqüilizai-vos, sou eu. Não tenhais medo!” É Deus que fala sempre isso à pessoa humana, temerosa de viver uma vida verdadeiramente apoiada só em Deus. De alguma forma, porém, mesmo misterioso, Deus atrai. Pedro quer também andar sobre as águas. É o símbolo do cristão que percebe a beleza da vida santa e se propõe a vivê-la. Vendo, porém, aproximar-se sofrimentos e inseguranças, não conserva mais a mesma confiança inicial e começa a afundar. Arrepende-se, às vezes, até do bem que fez e de ter acreditado no caminho da santidade. Mas sempre se pode voltar a segurar a mão de Deus, para recuperar a força da fé.

Na primeira leitura vemos que os elementos que amedrontam, como o vento impetuoso e violento, o tremor de terra e o fogo não trouxeram a presença de Deus. Uma leve e inofensiva brisa, nesta sim, Elias percebe a presença de Deus e cobre o rosto com o manto (cf. 1Cor 11,1-6). O medo vem de dentro da pessoa humana mortal e insegura por medo da morte (cf. Hb 2,14-15). Quando se recebe Jesus, o medo é dominado e o vento, que metia medo, se acalma. Não há mais ameaças que intimidem o cristão.

Na segunda leitura temos uma outra bela imagem de confiança em Deus. Assim como Jesus Cristo, para salvar a humanidade que havia rejeitado o senhorio de Deus, despojou-sede sua glória, encarnou-se e viveu a miséria da vida neste mundo, São Paulo também quer ser despojado da sua glória, que é a união com Jesus Cristo, para salvar os judeus, que rejeitaram Deus, que se manifestou encarnado em Jesus Cristo. A vida cristã segue esse modelo e é sempre despojamento para que os outros sejam salvos (cf. Cl 2,11). Morremos para dar vida aos outros. Assim, toda vida cristã é intercessão e é Eucaristia.

Este tema é muito relevante. O paganismo e todos os falsos pastores incutem o medo nas pessoas, para oferecer os remédios para o medo e assim fazerem as pessoas dependentes de si, numa estratégia de poder e dominação. Assim as seitas de inspiração protestante incutem o medo de macumbas e despachos, de “olho grande” e outras crendices, como culto a satanás – quando, na verdade, são culto a orixás e exus que nem existem – e fazem sessões de descarrego e desencosto. Nesse medo as pessoas ficam escravizadas aos falsos pastores. O Evangelho revela seu caráter libertador ao liberar de todo medo. Um cristão não tem medo de macumba, despachos, “olho grande”, casas mal-assombradas etc. não atribuindo nenhuma eficácia a essas coisas. Sempre que alguma religião ou culto infundir medo de qualquer coisa nas pessoas que delas se aproximam essa religião ou culto pode ser considerada falsa e prejudicial ao espírito e à saúde psicológica das pessoas. A verdadeira fé transmite confiança e paz. O paganismo e a falsa pregação “evangélica” incute medo e apregoa “ritos” de libertação para iludir os ingênuos



18.º Domingo Comum

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Primeira Leitura: Isaias 55,1-3.

1. Todos vós, que estais sedentos, vinde à nascente das águas; vinde comer, vós que não tendes alimento. Vinde comprar trigo sem dinheiro, vinho e leite sem pagar!

2. Por que despender vosso dinheiro naquilo que não alimenta, e o produto de vosso trabalho naquilo que não sacia? Se me ouvis, comereis excelentes manjares, uma suculenta comida fará vossas delícias.

3. Prestai-me atenção, e vinde a mim; escutai, e vossa alma viverá: quero concluir convosco uma eterna aliança, outorgando-vos os favores prometidos a Davi.

 

Salmo 144

8. O Senhor é clemente e compassivo, longânime e cheio de bondade.

9. O Senhor é bom para com todos, e sua misericórdia se estende a todas as suas obras.

15. Todos os olhos esperançosos se dirigem para vós, e a seu tempo vós os alimentais.

16. Basta abrirdes as mãos, para saciardes com benevolência todos os viventes.

17. O Senhor é justo em seus caminhos, e santo em tudo o que faz.

18. O Senhor se aproxima dos que o invocam, daqueles que o invocam com sinceridade.

 

Segunda Leitura: Carta aos Romanos 8,35.37-39.

35. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? A nudez? O perigo? A espada?

37. Mas, em todas essas coisas, somos mais que vencedores pela virtude daquele que nos amou.

38. Pois estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades,

39. nem as alturas, nem os abismos, nem outra qualquer criatura nos poderá apartar do amor que Deus nos testemunha em Cristo Jesus, nosso Senhor.

 

Evangelho: Mt 14,13-21.

13. A essa notícia (da morte de João Batista), Jesus partiu dali numa barca para se retirar a um lugar deserto, mas o povo soube e a multidão das cidades o seguiu a pé.

14. Quando desembarcou, vendo Jesus essa numerosa multidão, moveu-se de compaixão para ela e curou seus doentes.

15. Caía a tarde. Agrupados em volta dele, os discípulos disseram-lhe: Este lugar é deserto e a hora é avançada. Despede esta gente para que vá comprar víveres na aldeia.

16. Jesus, porém, respondeu: Não é necessário: dai-lhe vós mesmos de comer.

17. Mas, disseram eles, nós não temos aqui mais que cinco pães e dois peixes. _

18. Trazei-mos, disse-lhes ele.

19. Mandou, então, a multidão assentar-se na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, elevando os olhos ao céu, abençoou-os. Partindo em seguida os pães, deu-os aos seus discípulos, que os distribuíram ao povo.

20. Todos comeram e ficaram fartos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram doze cestos cheios.

21. Ora, os convivas foram aproximadamente cinco mil homens, sem contar as mulheres e crianças.

 

Comentário

A expressão “comprar sem dinheiro”, em Isaías, mostra como Deus dá gratuitamente seus dons à pessoa humana. As expressões “Porque gastar dinheiro … desperdiçar o salário” significam gastar o tempo de vida e os dons e capacidades que Deus nos dá. Então o sentido da leitura seria: “Vocês, que tem sede de felicidade e realização total vinde a Mim (Deus) porque Eu dou a vida de graça. Para que gastar a vida e os trabalhos se no final, tudo o que Vocês conquistarem, não dará satisfação completa?” A pessoa humana foi feita para Deus, para entrar em comunhão de vida com Deus e todas as suas conquistas temporais se desgastam com o tempo e nada o satisfaz para sempre. Só Deus, que dá vida eterna satisfaz a pessoa humana para sempre. É o mesmo ensino que Jesus traz: “Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua vida?” (Mc 8,36). A expressão “Ouvi e tereis vida” significa que a Palavra de Deus, por meio da qual tudo foi criado (cf. Jo 1,3) continua a criar, dando vida aos que a ouvem e acolhem. Dessa forma a Palavra de Deus é como um alimento. Com o alimento a pessoa cresce, o alimento é instrumento de “criação” da pessoa adulta.

Se a pessoa alimentar seu espírito só de metas passageiras deste mundo – títulos, sucessos, vitórias profissionais e esportivas etc. – estará sempre angustiada pelo medo da perda desses bens (qualquer problema a afastará da meta que se propôs e a pessoa se sentirá derrotada) e com o tempo esses valores passarão, não darão mais sentido à vida das pessoas.

Se, porém, a pessoa se alimentar de Deus, tendo sua meta na vida eterna, vida de comunhão com Deus

a) estará cumprindo o primeiro mandamento, o de amar a Deus mais do que qualquer outra coisa.

b) a pessoa estará vivendo a verdade: Deus é a fonte de vida e a meta da pessoa humana.

c) as tribulações desta vida, elencadas na Segunda Leitura, não serão capazes de lhe tirar a sua meta, que é Deus, e a pessoa sai vencedora sobre todos os problemas da vida (cf. 2.ª Leitura).

No Evangelho, Jesus realiza o sinal de que Ele é Deus que Se revela como o alimento que satisfaz plenamente a pessoa humana. Receber a Eucaristia é um sinal visível de que a pessoa tem o seu espírito alimentado por Deus e sua meta é a vida eterna. É incoerência receber a Eucaristia, verdadeiro Corpo e Sangue de Jesus, dados em alimento, e ser apegado a objetivos terrenos acima do objetivo supremo de alcançar a vida eterna. Tal pessoa não deverá comungar pois ama alguma coisa mais do que a Deus.

No mundo atual temos muita gente com depressão, sentimentos de frustração e de derrota, porque não coloca sua meta suprema em alcançar Deus e a vida eterna, não se alimenta de Deus, mas apega seu coração a objetivos passageiros e aí, não os conseguindo ou cansando desses objetivos sente-se totalmente frustrada a triste. Só é cristão aquele que tem como meta suprema de sua vida a salvação eterna, pois amando Deus acima de todas as coisas quer mais a vida eterna com Deus do que qualquer coisa deste mundo. Os limites e frustrações desta vida não são capazes de impedi-lo de alcançar sua meta. Quem coloca seu coração em objetivos temporais está sempre sujeito à derrota e à frustração. Quem coloca seu coração em alcançar Deus, para Quem fomos criados alcançará seu objetivo, será vitorioso de uma vitória que não é deste mundo. O verdadeiro cristão será sempre vitorioso, como Jesus Cristo, que mesmo morrendo torturado e humilhado numa cruz, saiu vitorioso. É o Rei da Criação, a Quem foi dado todo o poder no Céu e na Terra (cf. Mt 28,18).

No Evangelho de hoje, Jesus diz aos apóstolos: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Esta expressão tem dois sentidos:

a)     que Jesus multiplicaria os pães e os peixes e os apóstolos é que os dariam à multidão, distribuindo-os;

b)    o significado mais profundo, porém, é que Jesus, a Palavra de Deus feita carne, é dada aos homens em alimento. Jesus se dá inteiramente para dar a vida divina às pessoas humanas e assim alimentar a esperança e o sentido da vida humana, destinada à comunhão com Deus. Quem recebe Jesus, torna-se com Ele um só Corpo, passa a fazer parte da Igreja, que é o Corpo de Cristo, e então passa a ser alimento divino também para outras pessoas. Isto é atestado em várias passagens: Jesus diz aos Apóstolos: “Quem vos recebe, a Mim recebe, e quem Me recebe, recebe Aquele que me enviou” (Mc 10.40); “Quem vos ouve, a Mim ouve; e quem vos rejeita, a Mim rejeita; e quem Me rejeita, rejeita Aquele que me enviou” (Lc 10,16); Jesus se identifica com aqueles que Ele envia a pregar a Sua Palavra. São Paulo escreve: “Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual” (Rm 12,1); “Então em que consiste a minha recompensa? Em que, na pregação do Evangelho, o anuncio gratuitamente, sem usar do direito que esta pregação me confere. Embora livre de sujeição de qualquer pessoa, eu me fiz servo de todos para ganhar o maior número possível. Para os judeus fiz-me judeu, a fim de ganhar os judeus. Para os que estão debaixo da lei, fiz-me como se eu estivesse debaixo da lei, embora o não esteja, a fim de ganhar aqueles que estão debaixo da lei. Para os que não têm lei, fiz-me como se eu não tivesse lei, ainda que eu não esteja isento da lei de Deus - porquanto estou sob a lei de Cristo -, a fim de ganhar os que não têm lei. Fiz-me fraco com os fracos, a fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, a fim de salvar a todos” (1Cor 9,18-22); “Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja” (Cl 1,24); “Na realidade, pela fé eu morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou pregado à cruz de Cristo. Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2,19-20). Nestas passagens identifica-se o apóstolo com Jesus, que habita nele, e o apóstolo se dá inteiramente como Jesus, participa de sua imolação, a fim de salvar as pessoas humanas. A Igreja é mesmo o Corpo de Cristo e participa totalmente da Vida e da Morte de Jesus Cristo. É falso o que os protestantes dizem, afirmando que só Jesus Cristo salva, mas não a Igreja. Se a Igreja é o Corpo de Cristo, e só Jesus Cristo salva, a Igreja salva, porque a Igreja é Cristo, que se identifica com ela. Assim como Jesus Cristo é o Pão da Vida, descido do Céu, aquele que se alimenta desse Pão se torna também pão da vida para que outros se alimentem e assim dêem sentido de salvação às suas v